7 de abr de 2008


NO SILÊNCIO DOS OLHOS

Em que língua se diz, em que nação,
em que outra humanidade se aprendeu
a palavra que ordene a confusão.
Que neste remoinho se teceu?
Que murmúrio de vento, que dourados
Cantos de ave pousada em altos ramos dirão,
em som, as coisas que, calados,
no silêncio dos olhos confessamos?

( José Saramago)

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