27 de fev de 2010

Poética de um Rosto?
Que a neofiguração se torne nítida.
 Do objeto sedutor. Incrustado nas vozes.
 Quanto resultaria, iluminado pelo silêncio.
O painel de onde se desprende a linha.
 Um modelo clássico que revele.
 As palavras eternas da fábula de Hero.

Proximidade incompreensível
como a de alguns poemas.
Sentimentos que são indecifráveis.
Uma dedução para o fim.
Talvez o amor jubiloso dentro da quarta parte da pupila
 do olhar divisível pela cruz axial.
 Encontrado na paisagística do rosto.
Expectativa de um sentido propício.
 A revelação verso por verso.

Fiama Hasse Pais Brandão, in "Nova Natureza"

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