27 de jun de 2010

Vênus excedida por Marília em formosura

Oh tranças, de que Amor prisões me tece,
Oh mãos de neve, que regeis meu fado!
Oh tesouro ! oh mistério ! oh par sagrado,
Onde o menino alígero adormece !

Oh ledos olhos, cuja luz parece
Tênue raio do sol! Oh gesto amado,
De rosas e açucenas semeado.
Por quem morrera esta alma, se podesse!

Oh lábios, cujo riso a paz me tira,
E por cujos dulcíssimos favores
Talvez o próprio Júpiter suspira !
Oh perfeições! oh dons encantadores !

De quem sois?... Sois de Vênus? — É mentira;
Sois de Marília, sois de meus amores.

~ Bocage ~

2 comentários:

Carlos Gonçalves disse...

Querida Claudia, a poesia do poeta da minha cidade adoptiva, Setúbal, em chamamento de amor... Que maravilha de sentir, querida, na sintonia dos nossos pensamentos.
Beijo, Claudia.
Carlos

Samuel poeta disse...

Boa noite, caro poeta! Meu nome é Samuel, moro na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Seu blog é ótimo, principalmente porque fala de poesia, o que eu mais aprecio! Gostaria de lhe fazer o convite de visitar meu blog poético em www.poemasdosamuel.blogspot.com

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